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terça-feira, 8 de outubro de 2013

Manoel da Rocha Bezerra, na Ilha de Manoel Gonçalves


Os Rocha Bezerra se entrelaçam com as minhas famílias em vários níveis. Acredito, até, que um dos meus ramos vem deles, mas não consegui documentar. Até na Ilha de Manoel Gonçalves eles estão presentes.

Aos onze de outubro de 1828, pelas dez horas da manhã, no Oratório de Nossa Senhora da Conceição da Ilha de Manoel Gonçalves, tendo precedidas as canônicas denunciações, sem impedimento, e os mais requisitos do costume, o Reverendo Padre Luiz Gonzaga da Costa Moreira, de licença minha, ajuntou em matrimônio e deu as bençãos nupciais aos meus paroquianos Manoel da Rocha Bezerra e Josefa Jacinta de Vasconcelos, naturais e moradores nesta Freguesia. Ele filho de Balthazar da Rocha Silveira e Josefa Barbosa da Silva; ela filha de Carlos José de Sousa e Manoela Archângela dos Anjos, sendo testemunhas o capitão João Martins Ferreira e o Capitão Silvério Martins de Oliveira, que com o referido padre assinou o assento, que me foi remetido, pelo qual fiz este assento. O vigário João Theotônio de Sousa e Silva.

Já tivemos oportunidade de apresentar Carlos José de Souza, pois uma de suas filhas casou com um filho do administrador do degredo da Ilha. Ele comandava esse degredo no ano da invasão da Ilha, em 1818.

Manoel da Rocha Bezerra era irmão do Professor Matheus da Rocha Bezerra, avô de Emygdio da Costa Bezerra Avelino, que viveu em Macau. Era, portanto, bisavô de Edinor, e tetravô de Gilberto Avelino.

 Quem aparece novamente aqui, nesse sacramento acima, é o meu tetravô João Martins Ferreira. É importante salientar que o sobrenome de Balthazar se modifica de acordo com o registro: ou Silveira ou Bezerra, embora os Rocha Bezerra são da mesma família dos Silveira. Dona Josefa, também, tem variação no nome: as vezes é Josefa Maria da Silva. Mas, como um dos filhos dela se chamava Agostinho Barbosa da Silva, é possível que esse sobrenome venha de um ascendente. 

Entre os filhos desse casal, encontramos o batismo dos seguintes:

Genuína - A um de dezembro de mil oitocentos, e trinta e dois, nesta Matriz de Santa Anna do Mattos, batizei solenemente, e pus os Santos Óleos a Genuína, nascida a onze de setembro deste ano,  filha legítima de Manoel da Rocha Bezerra, e de sua mulher Josefa Jacinta, naturais e moradores nesta  Freguesia; foram padrinhos Antonio Barbosa Biserra e Josefa Maria de Souza por procuração que apresentaram João Manoel da Costa, e Josefa Cândida da Rocha Biserra. Do que para constar fiz este assento que  assinei. Vigário João Theotônio de Sousa e Silva.

Esse João Manoel da Costa, também se apresentava como João Manoel da Costa e Melo. Era irmão do meu trisavô Vicente Ferreira da Costa e Mello do O'. A esposa dele, Dona Josefa Cândida, era irmã de Manoel da Rocha Bezerra, e, portanto, tia da batizada.

Joaquim, branco, filho legítimo de Manoel Rocha Biserra, e de sua mulher Josefa Jacinta Biserra, naturais e moradores nesta Freguesia, nasceu à dois de abril de mil oitocentos e trinta e cinco, foi batizado solenemente, com  os Santos Óleos, em desobriga, aos dez de julho do dito ano, por mim Coadjutor desta Freguesia, de licença do Reverendo Senhor Vigário  da mesma; foram padrinhos José Martins Ferreira, e sua mulher Josefina Maria Ferreira, do que  para constar fiz este assento que assinei.  Agora, os padrinhos de Joaquim eram meus trisavós. José Martins Ferreira era filho do capitão João Martins Ferreira. A esposa dele, Josefina Maria, era, segundo meu pai, sobrinha do tenente-coronel, Bento José da Costa. 

Antonio, branco, filho legitimo de Manoel da Rocha Bezerra e Josefa Jacinta de Vasconcelos, nasceu aos 22 de junho de mil oitocentos e cinquenta e três, e foi batizado solenemente, nesta Matriz do Assú, pelo Reverendo Vigário Manoel Januário Bezerra Cavalcanti, a vinte e três de novembro do mesmo ano; foram padrinhos Padre Elias Barbalho Bezerra, e Maria Quitéria Barbalho Bezerra, solteira. E para constar, fiz este assento em que assino. Vigário Elias Barbalho Bezerra.
Observamos que 25 anos depois de casado Manoel e Josefa ainda geravam filhos. Portanto, deve haver mais filhos do casal que não encontramos. A dificuldade vem do fato que os registros aparecem em várias Freguesias, como Assú, Santana do Matos, Angicos e Macau.

Um documento importante que encontrei, não me lembro como,  tem os seguintes dizeres: Aos doze dias do mês de dezembro do ano de mil novecentos e sete, nesta cidade de Macau do Estado do Rio Grande do Norte, em meu cartório, compareceu o cidadão João Teixeira de Sousa, e apresentou-me atestado de óbito abaixo declarado e disse: que, conforme o atestado aludido, hoje às quatro horas da manhã, faleceu o ancião Manoel da Rocha Bezerra, seu sogro, casado, natural deste estado, residindo nesta cidade, com setenta anos de idade, deixando viúva que se chama Francelina Francisca de Medeiros, moradora nesta cidade, que o óbito proveio de febre: do que fiz este termo que assinou o declarante. Eu Porphírio Cabral o escrevi: João Teixeira de Sousa.

Manoel, pelo óbito deve ter nascido por volta de 1835. Vejamos agora os filhos de Manoel da Rocha Bezerra Junior.

Tertuliano, filho legítimo de Manoel da Rocha Bezerra Junior e Francelina Francisca de Medeiros, nasceu aos vinte e sete de abril de mil oitocentos e sessenta, e foi batizado aos vinte e oito de maio do mesmo anos, por mim, nesta Matriz, com os Santos Óleos. Foram padrinhos Manoel da Rocha Bezerra, com procuração do comandante superior Jeronimo Cabral Pereira de Macedo e Josefa (espaço em branco)  Do que para constar fiz este assento em que me assinei. Vigário Manoel Januário Cabral.

Francisco, branco, filho legítimo de Manoel da Rocha Bezerra Junior e Francelina Josefa do Espírito Santo, naturais e moradores nesta Freguesia de Macau, nasceu aos (em branco) de dezembro de mil oitocentos e cinquenta e cinco e foi batizado solenemente por mim nesta Matriz aos três de fevereiro de mil oitocentos e cinquenta e seis, foram padrinhos Joaquim José de Medeiros e sua mulher, Leonor Pereira Barbosa. do que para constar fiz este assento, em que por verdade me assino. Vigário João Ignácio de Loyolla Bezerra.

João Teixeira de Sousa, genro de Manoel da Rocha Bezerra Junior, era natural de Cacimbas do Viana. Eram seus pais Manoel José de Sousa que casou com Cosma Maria do Espírito Santo, em 24 de fevereiro de 1848, tendo como testemunhas meu trisavô, Major José Martins Ferreira e João Teixeira de Sousa, que deve ser da família dele. Vejamos alguns filhos dele, portanto, netos de Manoel da Rocha Bezerra Junior.

Francisca, filha legítima de João Teixeira de Sousa, e Veneranda Francisca Bezerra, nasceu a 10 de março de 1874, e foi batizada solenemente na Matriz, com os Santos Óleos, por mim pároco, a 5 de maio de 1874, sendo padrinhos Francisco Frazão de Barros, e sua mulher Josefa Francisca de Barros. Para constar fiz este assento e assinei. Vigário Joaquim Manoel de Oliveira Costa.

Francelina, filha legítima de João Teixeira de Sousa e Veneranda Francisca de Sousa, nasceu (falta esta parte) de junho de 1881, e foi solenemente batizada por mim a 11 de (falta, também) do mesmo ano.

Encontramos o registro de outra filha do casal com o mesmo nome: Francisca, filha legítima de João Teixeira de Sousa e Veneranda Francisca Bezerra, nasceu a 28 de dezembro de 1883, e foi na Matriz solenemente batizada pelo Reverendo Vigário Manoel Januário Cabral, a 2 de abril de 1884, sendo padrinhos o Padre José Joaquim Fernandes e Dona Olímpia Olívia Rodrigues de Sousa, do que para constar fiz este assento, em que assino. O vigário Estevão José Dantas.

Januário, branco, filho legítimo de João Teixeira de Sousa, e Veneranda da Rocha Bezerra, nasceu a 19 de setembro de 1875, foi batizado solenemente por mim, nesta Matriz de Macau, aos 24 de setembro do mesmo ano, foram padrinhos Joaquim José de Sousa, e sua mana Maria Joaquina da Conceição, ambos casados, e para constar fiz este assento em que assinei. Padre Elias Barbalho Bezerra  Coadjutor Pró Pároco de Macau.


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