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terça-feira, 13 de agosto de 2013

O capitão das ordenanças João Martins Ferreira


João Felipe da Trindade
Este trabalho tem o objetivo de reconstituir a vida do capitão João Martins Ferreira, meu tetravô, juntando várias informações espalhadas em diversos documentos. A grande dificuldade, para fazer essa reconstituição, advém dos registros da Igreja, de sua época, não serem mais cuidadosos com as informações, omitindo dados importantes, como grau de consanguinidade, nomes dos pais, relação dos padrinhos com os batizados e outros mais. Além disso, a proliferação de nomes repetidos em diversas gerações, bem como a mudança de nomes de um registro para outro dificultam a pesquisa. Outra dificuldade é que não encontramos mais alguns documentos como inventários, compra de terras e assemelhados nos cartórios ou Fóruns. Muita coisa já perdida.  De qualquer forma deixo aqui o que encontrei e algumas suspeitas que podem ser examinadas por futuros genealogistas.

A primeira aparição dele em documentos data de 1818, quando houve o saque, por partes de corsários ingleses, da Ilha de Manoel Gonçalves. Em 13 de dezembro de 1818, o comandante do Degredo da Ilha de Manoel Gonçalves, Alexandre José Pereira, escreveu para o capitão Manoel Varella Barca informando sobre o acontecido. Pelo que se observa no documento, ele estava, como diz, doente para morrer. Em seguida, em 18 de dezembro de 1818, aparece João Martins Ferreira, morador da Ilha de Manoel Gonçalves, correspondente de Bento José da Costa, escrevendo para o Governador da Província, José Ignácio Borges, dando todos os detalhes da invasão dos corsários ingleses. Essa carta já foi publicada em artigo no “O Jornal de Hoje”.

Volto a encontrar João Martins Ferreira, agora como capitão das ordenanças e comandante, assinando, aos treze dias do mês de julho do ano de mil oitocentos e vinte e dois, na Cidade do Natal, Província e Comarca do Rio Grande do Norte, documento que requeria a conservação de D. Pedro de Alcântara, Príncipe Real dos Reinos Unidos de Portugal, Brasil e Algarves neste Reino do Brasil, com o poder executivo assim e da mesma forma que em Portugal o exerce El-Rei, o Senhor D. João VI, conforme registra Tavares de Lyra, no seu livro "A independência do Brasil no Rio Grande do Norte".

Não encontrei documento que tratasse da concessão da patente de Capitão das Ordenanças e Comandante, para saber, exatamente, a data a partir da qual se investiu na função. Quando Domingos Affonso Ferreira e o seu genro, tenente-coronel Bento José da Costa compraram as terras no sertão de Assú, que incluía a Ilha de Manoel Gonçalves, quem recebeu, as mesmas, foi Felipe Rodrigues Santiago. Posteriormente, aparece como comandante da Ilha, já em 1810, José Álvares Lessa. Em novembro de 1815, José Álvares Lessa já era falecido. Possivelmente, com a morte de Alexandre José Pereira, que era comandante em 1818, João Martins Ferreira deve ter assumido o seu lugar. Ele foi, também, o administrador das terras do tenente-coronel Bento José da Costa.

Em 12 de maio de 1825, na capela de Nossa Senhora da Conceição da Ilha de Manoel Gonçalves, João Martins Ferreira e José Antonio Álvares foram testemunhas do casamento de Paulino Alves Pessoa, 20 anos, filho do antigo comandante da Ilha de Manoel Gonçalves, Alexandre José Pereira, já falecido, e Joanna Maria do Sacramento, com Antonia Bernarda Achiollis, filha de Carlos José de Sousa e Michaella Archangela dos Anjos.

A esposa de João Martins Ferreira se chamava Josefa Clara Lessa. Por isso acredito que ela tinha alguma relação de parentesco com José Álvares Lessa, acima citado, pois, além disso, a mãe dele se chamava Clara Rodrigues da Purificação. Outro detalhe é que alguns descendentes de João Martins Ferreira e Josefa Clara Lessa tinham o sobrenome Alves.

O coronel Joaquim Pereira Vianna, como testamenteiro do Coronel José Thimóteo Pereira Bastos, passou procuração para o capitão João Martins Ferreira na demarcação do Sítio Panom. Por sua vez, houve o seguinte substabelecimento: substabeleço esta procuração na pessoa do Senhor Manoel de Mello Montenegro, para assistir e defender a demarcação da Fazenda Panom a tudo o mais pertencente a dita fazenda, reservando para mim os mesmos poderes. Fazenda Panom em 12/10/1823, João Martins Ferreira.

Aos vintes seis dias do mês de julho de mil oitocentos e vinte e três, o capitão João Martins Ferreira e seu sócio fiador Joaquim Álvares da Costa, nas casas da Fazenda Nacional, na cidade do Natal, fizeram lance da quantia de noventa e um mil réis pelo Dízimo de Sal das Salinas de Mossoró para o triênio que se iniciaria em janeiro de 1826. Por não aparecer outros lances, foi o arrematador do dito dízimo.

A aparição maior do capitão João Martins Ferreira se dá nos documentos que falam da extinção da Ilha de Manoel Gonçalves e da povoação inicial de Macau. Vejamos o que escreveu a respeito Câmara Cascudo:
O rico comerciante João Martins Ferreira, seu filho José, seus quatros genros, José Joaquim Fernandes, Manoel José Fernandes, Manoel Antonio Fernandes e Antonio Joaquim de Sousa vieram para onde depois se espalham as ruas de Macau. Os quatro genros tem nomes contraditórios. Noutras informações, deram-me gente diversa. Sabe-se que além desses, deixaram a ilha os portugueses João Garcia Valladão, Francisco José da Costa Coentro, Eliziário Cordeiro, Antonio Moura e Silva, Manoel Rodrigues Ferreira e brasileiro Jacinto José da Hora. Alguns moradores antigos da cidade lembram que as residências desses fundadores eram nos melhores sítios do alagado e salitroso Macau. Os Martins Ferreira construíram armazém alto e sólido onde se lia a data de 1825, denunciando vinda anterior.

Não sei s existe alguma anotação de Cascudo sobre esses outros possíveis genros do capitão.

Das anotações de Cascudo cabem as seguintes correções: o brasileiro era na  verdade Jacinto João da Ora; quanto a Elisiário, o nome completo era Elisiário Antonio Cordeiro.

Das informações acima, nos interessa para este trabalho genealógico os nomes relacionados ao capitão João Martins Ferreira. Por isso, vamos colocar aqui as informações que foram possíveis encontrar sobre essas pessoas. Câmara Cascudo disse que recebeu informações desencontradas sobre os genros de João Martins Ferreira. Os livros da Igreja dão poucas informações sobre os pais nos casamentos ou mesmos nos batismos. O capitão João Martins Ferreira teria outras filhas solteiras ou outros filhos que não aparecem na relação? Alguns outros escritores não fazem menção ao filho José. É estranho que as pessoas que viveram no século dezenove não deixaram nada escrito sobre a Ilha e seus moradores, mesmos os que viveram por lá.

As primeiras informações que obtive vieram dos batismos dos filhos naturais de Jose Martins Ferreira, o José da nossa história. Encontramos alguns registros isolados desses filhos e, também, numa única folha os registros onde o Alferes reconhecia quatro párvulos como seus filhos naturais. A mãe era Delfina Maria dos Prazeres ou Delfina Maria da Conceição. Vamos, pois, aos filhos naturais do Alferes José Martins Ferreira.

O primeiro foi Manoel, que nasceu em 1830, e teve como padrinhos de batismo o capitão Silvério Martins de Oliveira e sua mulher Joanna Nepomucena. Silvério apareceu em muitos registros ao lado do capitão João Martins Ferreira, tanto na Ilha de Manoel Gonçalves como em outras localidades do Assú. Além disso, foi o primeiro presidente da Mesa de Rendas de Macau.

O segundo, José, nasceu em 1831, e teve como padrinhos de batismos, Pedro Álvares Ferreira e Francisca Martins Ferreira. Tenho minhas suspeitas que esses dois eram filhos do Capitão João Martins Ferreira e D. Josefa Clara Lessa, mas não encontrei nenhum documento que pudesse confirmar tal suspeita. Francisca só apareceu essa única vez nos documentos que pesquisei. Pedro apareceu mais vezes, tanto ao lado de João Martins Ferreira, como ao lado de D. Josefa Clara, e, também de José Martins Ferreira.

Josefa, a terceira, nasceu em 1833. Seu batismo foi na Ilha de Manoel Gonçalves, e teve como padrinhos Antonio Joaquim de Sousa e sua mulher Thomásia Martins Ferreira. Sendo Antonio Joaquim de Sousa genro de João Martins Ferreira, segue-se que Dona Thomásia seria uma das filhas do capitão.

Joaquim, o último, nasceu em 1834, tendo sido batizado em Macau, sendo seus padrinhos Manoel José Fernandes e sua mulher Anna Martins Ferreira. Pela mesma razão acima, D. Anna seria outra filha do capitão João Martins Ferreira e Dona Josefa Clara Lessa.

Há ainda outro filho de José Martins Ferreira e Dona Delfina, que não encontrei o batismo, mas cujo casamento ocorreu em Touros. No registro aparece tão somente que ele era filho natural de Delfina Maria dos Prazeres. Casou com Ana Maria de Jesus, em 1854, filha de Bernardino Moraes de Sena e Maria do Nascimento. Posteriormente, ele aparece nas Cacimbas do Vianna, com o nome de João Alves Martins.

Quem eram as outras filhas do capitão João Martins Ferreira que seriam esposas de José Joaquim Fernandes e Manoel Antonio Fernandes? Vamos encontrá-los em outros registros.

Em 1855 era batizado Ricardo, filho de Manoel Antonio Fernandes e Maria Martins de Pureza, tendo como padrinhos o Comandante Superior Jerônimo Cabral Pereira de Macedo, representado por Manoel Antonio Fernandes Junior, e Nossa Senhora da Conceição. Assim, Maria Martins de Pureza seria mais uma filha de João Martins e Josefa Clara.

Em 1860 era batizada Emília, filha de José Joaquim Fernandes e de sua mulher Maria Martins Ferreira, tendo como padrinhos Nossa Senhora da Conceição e o tenente João Alves Fernandes. Portanto, essa seria a última filha de João Martins Ferreira e D. Josefa Clara Lessa encontrada.

Dessa forma, pelos registros encontrados, seriam filhos de João Martins Ferreira e D. Josefa Clara Lessa: José Martins Ferreira, Thomásia Martins Ferreira, Anna Martins Ferreira, Maria Martins Ferreira e Maria Martins de Pureza. Além desses, suspeito que também, Pedro Alves Ferreira e Francisca Martins Ferreira eram filhos do casal acima. Esperamos encontrar outros documentos que possam comprovar nossas suspeitas.

Uma outra indicação vem do meu pai. Segundo ele, ouvido de sua mãe Maria Josefina Martins Ferreira, os Rodrigues do Baixo Assú e Macau eram do clã do velho José Martins. Por isso, suspeito, também, que Dona Izabel Martins Ferreira, esposa de Manoel Rodrigues Ferreira, era irmã do Major José Martins Ferreira, embora não apareça como genro do capitão João Martins Ferreira, na relação de Cascudo. Segundo o registro de batismo de Luiz, em 1831, seu pai, Manoel Rodrigues Ferreira, era de Portugal e sua mãe, Izabel Martins Ferreira, do Assú. Esse casal teve entre outros filhos os seguintes: Manoel Rodrigues Ferreira Junior, Vicente Rodrigues Ferreira, Joaquim Rodrigues Ferreira, Felis Rodrigues Ferreira, Luiza Maria Ferreira, João Rodrigues Ferreira, Anna Rodrigues Ferreira, falecida em 1851, com 22 anos, e Josefa, nascida em 1839. Sobre os Rodrigues Ferreira, tivemos notícias que o escritor Manoel Rodrigues Ferreira, pretendia escrever um livro que não sei se conseguiu deixar pronto, antes de morrer.

Sobre os filhos naturais do Major José Martins Ferreira, chamamos atenção para um detalhe. Alguns mudaram de nome, como a seguir explicitamos: Manoel Martins Ferreira que casou com Prudência Teixeira Martins, depois aparece com o nome de Manoel José Martins; João Martins Ferreira, que casou com Anna Maria de Jesus, passou a se chamara João Alves Martins; Joaquim sempre se apresentou como Joaquim José Martins Ferreira e foi casado com Maria Izabel da Conceição. Nos registros aparecem várias pessoas com o nome de Josefa Martins Ferreira. Acredito que a filha natural de José Martins Ferreira é a que casou com o português Manoel Alves da Silva.

Neste trabalho não é possível desenhar toda a descendência encontrada do capitão João Martins Ferreira e Dona Josefa Clara Lessa. Por isso, vamos deixar algumas que podem servir de referências para outros pesquisadores que hoje estudam essas famílias. Os livros de registros estão espalhados pelas Freguesias de Assú, Angicos, Macau e Santana do Mattos e são incompletos. Com a ajuda de outras familiares é possível, mais adiante, ter uma precisão maior sobre as nossas informações. Cada ramo que estudar as informações deixadas por seus ascendentes pode contribuir para a melhor qualidade do estudo genealógico da família do capitão. Infelizmente, não tenho encontrado outros descendentes interessados em contribuir, com exceção de Noélia que descende de Delfino Alves Martins.

Manoel Antonio Fernandes e Maria Martins de Pureza foram pais de: Manoel Antonio Fernandes Junior que foi casado com Marcimina Amelia da Silveira Borges, filha de Joaquim Ignácio da Silveira Borges e Anna Joaquina de Jesus Silveira; Antonia, nascida em 1848, que teve como padrinhos Pedro Alves Ferreira e Clara Maria Fernandes; Francisco, nascido em 1843, cujo padrinho foi Joaquim José Fernandes.

José Joaquim Fernandes e Maria Martins Ferreira foram pais de: Emília, nascida em 21/2/1860; Josefa Cordulina Fernandes; o tenente João Alves Fernandes, filho do casal acima, casou com Maria Rosa Fernandes, filha de Manoel Antonio Fernandes e Maria Martins de Pureza. Manoel Alves Fernandes, outro filho do casal, foi casado com Anna Rosa da Silveira, filha de Baltazar de Moura e Silva e Josefa Martins de Sousa (1ª esposa).

Antonio Joaquim de Sousa e Thomásia Martins Ferreira foram pais de: Antonio Joaquim de Sousa Junior; outro filho do casal era João Antonio de Sousa, que casou em 22/11/1852, com Anna Joaquina da Silveira, filha legítima de Antonio da Silva de Carvalho e Maria da Silva Velosa, irmã, portanto, do Barão de Serra Branca Felipe Nery de Carvalho e Silva.

Manoel José Fernandes e sua mulher Anna Martins Ferreira foram pais de: José, nascido em 21/7/1832, que foi batizado na Ilha de Manoel Gonçalves, tendo como padrinho João Martins Ferreira. Há pouca informações sobre esse  casal.

Sobre Pedro Alves Ferreira, que acredito ser um dos filhos de João Martins Ferreira e Josefa Clara Lessa, encontramos um único registro de filho. Segundo o registro de batismo, João, filho de Pedro Alves Ferreira e Maria Emília das Dores Ferreira, nasceu em 24/6/1844, e foi batizado na Fazenda Cacimbas, em 25/12/1844, tendo como padrinhos Nossa Senhora da Conceição e Domingos da Costa Oliveira, por procuração passada ao Major José Martins Ferreira. Pedro foi procurador de Bento José da Costa Junior, padrinho de Maria, filha do Major José Martins Ferreira.

O último filho de José Martins Ferreira e Delfina Maria dos Prazeres que encontramos foi Joaquim, nascido em 1834. Em 1835, José Martins Ferreira aparece casado com Josefina Martins Ferreira. Desse casal encontramos, até agora, os filhos: José, nascido em 1837, João Martins Ferreira, em 1840, Francisco Martins Ferreira em 1841, Maria Emília Martins Ferreira em 1845 e Izabel Martins Ferreira que faleceu em 5 de março de 1887. Nessa data o Major José Martins Ferreira já era falecido.

Os filhos de José Alves Martins aparecem no seu inventário de 1871. Nesse ano, ele foi assassinado a facadas pelo sócio João Rodrigues Ferreira. Quem ficou com a tutela dos órfãos foi Manoel José Martins, seu irmão, e tio das seguintes crianças: Francisco Alves Martins, que casou com Maria Teixeira Martins; Militão Alves Martins, que casou com Maria Joaquina da Conceição; Maria; Delfino Alves Martins, que casou com Paulina Maria da Conceição;  Manoel Alves Martins, que casou a primeira vez com Joaquina Maria da Conceição, e depois com Maria Ignácia da Conceição;  José Alves Martins Junior; João Alves Martins, que casou com Maria Agnelina Fernandes, filha de João Alves Fernandes e Anna Maria do Amor Divino; Joaquim Alves Martins, que casou com Joanna Teixeira Martins;  e Josefina Emília Alves Martins, que casou com Absalão Fernandes da Silva Bacilon.

Falemos um pouco das descendências desses filhos de José Martins Ferreira e Delfina Maria dos Prazeres.

Manoel José Martins foi casado com Prudência Teixeira Martins, dos quais não localizei filhos.

Joaquim José Martins Ferreira foi casado com Maria Izabel da Conceição. Desse casamento encontro os filhos Joaquim José Martins Ferreira Junior, Rosa Maria Martins Ferreira e Emygdio Martins Ferreira.

Josefa Martins Ferreira foi casada com o português Manoel Alves da Silva.

João Alves Martins, que antes se assinava João Martins Ferreira, casou com Anna Maria de Jesus.

Dos filhos do Major José Martins Ferreira com Josefina, a única descendência que encontrei alguma coisa foi a de Francisco Martins Ferreira, meu bisavô. Ele casou a primeira vez com Francisca de Paula Maria de Carvalho, filha de Vicente Ferreira Xavier da Cruz e Maria Ignácia Rosalinda Brasileira, e daí nasceu minha avó Maria Josefina Martins Ferreira, que casou com Miguel Francisco da Trindade, filho de João Felippe da Trindade e Francisca Rita Xavier da Costa; Francisca Paula morreu de parto, aos 25 anos, estando enterrada em Macau. Meu bisavô casou, então com Antonia Lourença Dias da Rosa, irmã de minha bisavó Francisca Rita, ambas filhas de Miguel Francisco da Costa Machado e Anna Barbosa da Conceição. Desse casamento somente sobreviveu José Martins Ferreira, conhecido na família por Senhorzinho, que foi para o Norte, e não tenho notícias dele.

É importante salientar que dos descendentes do capitão João Martins Ferreira, o maior destaque político vem dos filhos de José Alves Martins. A filha Josefina Emília, casada com Absalão Fernandes gerou dona Anna Zina mãe de Deputado Aristófanes Fernandes; e gerou Maria Fernandes (Dona Liquinha) mãe de Aluizio Alves, que foi governador do Rio Grande do Norte. Dona Liquinha foi casado com Manoel Alves Filho, seu primo legítimo, pois Manoel Alves Martins, pai de seu Nezinho, era filho de José Alves Martins e Francisca Martins de Oliveira.

Se os registros de casamentos fossem mais precisos, incluindo os nomes dos pais dos nubentes, com certeza teríamos mais informações sobre mais descendentes.

Boa parte dos familiares do capitão João Martins Ferreira se mudou de Macau para Cacimbas do Vianna, hoje pertencente ao município de Porto do Mangue, principalmente os descendentes do Major José Martins Ferreira. Alguns nomes cujos registros encontramos são de familiares do capitão, mas não podemos identificar os pais.  Em 1857 casou Joaquim Martins Ferreira Lessa com Anna Theodora Martins Ferreira, no sitio das Mercês, da Fazenda Cacimbas do Vianna. Em 1851, nas Cacimbas do Vianna, João Martins Ferreira casou com Josefa Clara Martins, dispensados do parentesco que os ligavam. Quem eram eles?

Todo esse trabalho que, preliminarmente, posto nesta revista, será ampliado no futuro. Aqui, como queríamos fazer uma homenagem ao capitão João Martins Ferreira, procuramos traçar só algumas linhas de descendências dele.

Nota.  O artigo aqui apresentado foi publicado no primeiro número da Revista do Instituo de Genealogia do Rio Grande do Norte. Por tratar da pessoa mais citada, quando se fala na Ilha de Manoel Gonçalves, resolvi que esse seria o primeiro artigo deste blog.




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